Back in blog

Temas, pois sim

Então tá. O negócio é tema. Porque blogs legais tem temas e esses dias alguém me perguntou “do que fala o teu blog?” e eu não sabia dizer. Listas com certeza. Mas muitos blogs legais não tem temas, meu ano e meio de atividades bloguísticas não tinha tema a não ser música, cotidiano, mais crises existências do que o necessário, condição humana, a vida, o universo e tudo mais. Ou seja: tema nenhum! E olha que tinha um bando de leitores bem legais que escreviam muito melhor do que eu (o que não é difícil, mas enfim…).

Mas tem blogs bem legais atemáticos, eu não escrevo mais como a 5 anos atrás e que se fodam as pretensões. Se eu for ficar esperando baixar o Hemingway pra produzir alguma coisa, nunca mais faço nada. Então vou sair rabiscando e torcer pra uma hora dar certo. Pronto.


Publicado em Blogolândia, Umbiguices

Taxi driver

31/10/2009
1 Comentário

Ou Porque eu reclamo ao invés de trocar de fornecedor

Top 5 coisas que você torce pra não pegar ao andar de taxi:

  1. Cheiro ruim no carro.
  2. Motorista que escuta exorcismo pelo rádio.
  3. Motorista que escuta música sertaneja em volume muito alto pelo rádio.
  4. Motorista que acha que entende de política e/ou segurança pública e não capta indiretas de quem não quer conversar.
  5. Motorista que corre demais ou de menos.

Estava lendo sobre a noite falida do Primo e sinto-me na obrigação de dar apoio moral, pelo menos no que se refere a taxis. A cerca de duas semanas sofri um acidente patético pra dizer o mínimo (caí no meio da rua correndo atrás de um ônibus que passou dois minutos mais cedo) e desde então vivo presa aos laranjinhas. Salvo quando ganho uma carona, são três por dia: casa-trabalho-faculdade-casa. Este caso aconteceu na corrida matutina.

Abro a porta do carro.

Eu: Bom dia.

Motorista: Grmh…

Acomodo as muletas do lado do banco e coloco o cinto.

Eu: [insira endereço aqui], por favor.

Motorista: Grmh…

Olho para o taxímetro.

Eu: Três e setenta?

Motorista: Três e cinquenta.

Eu: O taxímetro está marcando três e setenta.

Motorista: Três e cinquenta.

Penso que ele vai me descontar os R$ 0,20 no final da corrida.

Trajeto em silêncio.

Motorista para o carro, mas não desliga. Nem o taxímetro. Abro a mochila, pego a carteira e entrego uma nota de cinquenta. Ele dá o troco exato, inclusive com a última virada do taxímetro, quando o carro já estava parado.

Eu: Estão faltando quarenta centavos. (Num mês em que uma parte significativa do seu salário vai ser dedicada a transporte, R$ 0,40 em cada corrida fazem diferença).

Motorista: Olha o que está marcado ali!

Respiro fundo. Ainda nem são oito da manhã. É assim que eu quero começar meu dia? Não. Respiro fundo de novo, sinto pena do cara que deve ter acabado de descobrir que é corno ou algo que o valha, abro a porta, tiro as muletas, viro de lado pra vestir a mochila. A operação de descer do carro é meio chata, mas normalmente o motorista ajuda com isso. Obviamente não foi o caso. Subo no meio fio (ele parou longe) e, como o cidadão não demonstrou a menor intenção de tirar as mãos do volante, fecho a porta com o cotovelo. É lógico que ela bateu. Você já fechou uma porta de carro com o cotovelo sem que ela batesse?

Eu pela janela aberta: Até logo.

Motorista: Aprende a fechar uma porta de carro! E quando for pagar com cinqüenta tem que avisar a central, porque não é todo motorista que tem troco a essa hora da manhã!

Motorista:

Não escutei o que ele disse. Virei as costas e me dirigi à porta do prédio.  Por mais estranho que pareça, meu estado de humor naturalmente ranzinza ainda estava ótimo (abençoados sejam os analgésicos) então decidi não arrumar encrenca. Pelo menos não na hora. Chegando no escritório, a primeira coisa que faço é ligar para a central.

Eu: Bom dia. Eu gostaria de fazer uma reclamação. Acabo de sair do taxi 154 e [insira a história relatada acima aqui]. Gostaria de pedir que ele não me atendesse mais, por favor.

Atendente: Um momento por favor.

(…)

Atendente: Estou falando com a sra. Luiza.

Eu: Sim.

Atendente: Sra. Luiza, o taxi que lhe atendeu foi um Corsa sedan com o número 154 na porta?

Eu: Isso mesmo.

Atendente: Sra. Luiza vou colocar essa informação no seu cadastro.

Qualquer pessoa normal pensaria que de nada adiantou ligar, que a atendente deu a resposta padrão de toda reclamação de cliente e que tudo vai continuar a ser como era antes, certo? Pois saiba que desde então só tenho sido atendida por Scenic, Meriva e similares, novinhos, cheirosos e com motoristas bacanas. Não é em todo caso que funciona, mas não custa tentar. Viva o feedback!


Publicado em C'est la vie, Top 5

Os melhores clipes dos anos 90

27/10/2009
2 Comentários

Estava dando uma olhada nessa lista com os 100 melhores vídeo clipes da década e tentei fazer meu próprio top 5. Cheguei à conclusão de que realmente música contemporânea não é a minha praia. Não conheço mais da metade dos listados e, entre os que conheço, o único que entraria na minha coletânea seria Weapon of choice, do Fatboy Slim. Pra não me dar por vencida, fiz uma do final dos anos 90.

 

1. Do the evolution – Pearl Jam

Essa cara pós-apocalíptica de HQ não é de graça. Os culpados são Kevin Altieri (Batman) e Todd McFarlane (Spawn). Só não sei quem colocou Sandman no meio.

 

2. Everlong – Foo Fighters

Depois do Michael Jackson muita gente tentou fazer clipes com roteiro, começo, meio e fim. Quase nenhum ficou bom como esse aqui. E olha que eu nem gosto de Foo Fighters.

 

3. It’s oh so quiet – Bjork

Ele é colorido, tem um jeitão vintage e dá vontade de imitar Gene Kelly.

 

4. Sabotage – Beastie Boys

Os clipes dos Beastie Boys são sempre ótimos. Fiquei seriamente na dúvida entre essa paródia de seriado policial dos anos 70 e o robô gigante de Intergalactic. Acabei ficando com Sabotage pelo trabalho de câmera que é mais divertido.

 

5. Glycerine

1996, auge da (minha) fase grunge. Quando esse clipe passou na TV apaixonei-me imediatamente pelo Gavin Rossdale, saí comprando discos e a imagem desse queixo me perseguiu durante toda a puberdade. Ah, é, também tinha uma banda na história.

 

E você? Quais são os seus clipes favoritos da década de 90?

 

Em tempo, minhas bandas preferidas não tem um clipe que preste!


Publicado em Música, Top 5

Back in blog – modo de usar

26/10/2009
2 Comentários

Para um primeiro (tá bom, segundo) post, nada melhor do que determinar as regras do jogo, certo?

1. Back in blog não é informativo. É um blog de opinião. Você não vai encontrar coisas inéditas por aqui. Agora, espero sinceramente que isso seja uma fonte de “cosquinhas mentais”.

2. Aqui você pode ler sobre música, cinema, teatro, literatura, TV, boemia, vida acadêmica, cotidiano y otras cositas mas.

3. Eu não me levo a sério. Você também não deveria fazê-lo.

4. Puxa uma cadeira, pega uma cerveja e vem dar pitaco.

5. Todas essas premissas são verdadeiras até que eu surte e mude de idéia.


Publicado em Blogolândia, Top 5

Top 5 coisas mais repetidas nos falecidos blogs

Quando você pensava que estava livre, ela reaparece com…

1. Títulos de posts iniciados com preposição

2. Série diálogos

3. Divagações sobre a natureza humana

4. Referências musicais/literárias/cinematográficas/televisivas estapafúrdias

5. Top 5, ora, bolas!

Porque blogar faz bem.


Publicado em Blogolândia, Top 5

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Curitibana, curiosa, roqueira, incoerente, compulsiva, leitora, botequeira, viajante...

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